Rômulo Ávila

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O valor da Sul-Americana que Sette Câmara não vê

24/05/2019 às 11:05

Pedro Souza / Atlético

Na sala de troféus do Boca Juniors, no histórico La Bombonera, o guia que me apresentava o estádio quando apontou na direção de dois pedestais e disse, com orgulho: ‘Ali estão as copas’, referindo-se às taças da Libertadores e da Sul-Americana. Em seguida, se aproximou e explicou a importância de cada uma. Ao lado do Independiente, o Boca, um dos principais clubes do mundo, é o maior ganhador da Sul-Americana, competição que o presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, menospreza desde o ano passado, contrariando desejo de boa parte da torcida.

A Copa Sul-Americana é muito valorizada na Argentina e em outros países. E aqui no Brasil muitos clubes também passaram a dar a devida importância ao torneio. O Flamengo, vice-campeão em 2017, colocou mais de 62 mil torcedores na final contra o Independiente, no Maracanã. Em 2012, 67 mil são-paulinos foram ao Morumbi acompanhar a conquista do título sobre o Tigre-ARG. Quatro anos antes, em 2008, mais de 51 mil colorados lotaram o Beira-Rio e vibraram com o título conquistado sobre o Estudiantes-ARG. Recentemente, a América acompanhou a conquista do Athlético sobre Junior Barranquilla: mais 40 mil torcedores fizeram a festa na Arena da Baixada.  Sem contar a trajetória da Chapecoense em 2016, que terminou com a trágica queda do avião. Onde Sérgio Sette Câmara estava em todos esses anos?

Das três competições que restam para o Atlético na temporada, vejo na Sul-Americana a maior chance de brigar pelo título. No entanto, a direção do clube insiste em escalar um time alternativo na competição continental. Foi assim na derrota por 1 a 0 para o desconhecido Unión La Calera, do Chile, na estreia alvinegra no torneio. Foram oito titulares ‘poupados’. A opção do Atlético ignora manifestações da torcida, que espera o melhor do elenco na competição. Sette Câmara parece não ter aprendido com os erros de 2018, quando abriu mão da Sul-Americana e terminou o ano sem ganhar nada. 

O principal da Sul-Americana é a própria Sul-Americana, é gritar é Campeão! Trata-se do segundo torneio mais importante da América do Sul. Além disso, como bônus, garante ao campeão vaga na final da Recopa Sul-Americana e participação na fase de grupos da Libertadores do ano seguinte. 

O Atlético ainda deu sorte no chaveamento deste ano, pois ficou no lado teoricamente mais fraco, com os principais concorrentes no papel sendo Argentino JRS e Botafogo. A briga do outro deve ser bem mais acirrada, já que conta com Corinthians, Independiente, Deportivo Cali, Atlético Nacional, Penarol e Fluminense.

Nada garante que o time titular conseguirá classificação na próxima terça-feira, mas o clube não pode continuar menosprezando o torneio. A história recente mostra isso. Só o presidente do Atlético não vê. 

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